O Azeite
O azeite é um produto alimentar, usado como
tempero, produzido a partir da
azeitona, fruto advindo das
oliveiras. Trata-se, pois, de um alimento antigo, clássico da culinária contemporânea, regular na dieta mediterrânea e nos dias atuais presente em grande parte das cozinhas.
Além dos benefícios para a saúde o azeite adiciona à comida um sabor e aroma peculiares.
História do azeite
A origem da oliveira, na sua forma primitiva, remonta à
Era Terciária. Por volta de 3000 anos antes de
Cristo, a
oliveira já seria cultivada. Sabe-se, no entanto, que, há mais de 6 mil anos, o azeite era usado pelos povos da
Mesopotâmia como um protetor do frio e para o enfrentamento das batalhas, ocasiões em que as pessoas se untavam dele. Na
Bíblia há citações, havia comércio de azeite entre os negociantes da cidade de
Tiro, que, provavelmente, o exportavam para o
Egito. Há também informações extraídas do
Antigo Testamento bíblico de que teria sido na quantidade de 20.000 batos (2 Crônicas 2:10), ou 20 coros (1 Reis 5:11), o azeite fornecido por
Salomão a
Hirão.
Os gregos e os
romanos sem dúvida descobriram várias aplicações do azeite, com suas múltiplas utilizações na culinária, como medicamento, unguento ou
bálsamo, perfume, combustível para iluminação, lubrificante de alfaias e impermeabilizante de tecidos.
Além disso, o azeite é mencionado em quase todas as religiões da
Antiguidade, havendo inúmeras
lendas e
mitos a respeito. Muitas das vezes a oliveira era considerada símbolo de sabedoria, paz, abundância e glória para os povos.
No Brasil
O Brasil é o sétimo maior importador mundial de azeite de oliva e o segundo de azeitonas. A principal causa é que o país não planta oliveiras, e por isso mesmo, não produz azeitonas e muito menos, o azeite. Mas esta realidade está mudando. A EPAMIG -
Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais é pioneira nas pesquisas sobre à oliveira desde
1986, especialmente na seleção de variedades mais adequadas às condições brasileiras de clima e na produção de mudas de qualidade.
Produção do azeite
São necessárias de
1300 a 2000 azeitonas para produzir 250 mililitros de azeite. O azeite da oliveira deve ser produzido somente a partir de azeitonas e não podem ser denominados desta forma óleos extraídos por
solventes ou reesterificação, nem misturas com outros tipos de óleo.
Na atualidade, os métodos tradicionais de processamento da
azeitona deram lugar a processos modernos de extração, utilizando variação de
pressão e
temperatura. Com isso, o método tradicional de prensagem a frio quase não existe mais e classifica-se o azeite segundo seu processo de produção da seguinte forma:
Azeite de oliveira virgem, obtido por processos mecânicos. Dependendo da acidez do produto obtido, este azeite pode ser classificado como sendo do tipo extra, virgem ou comum. O azeite virgem apresenta acidez máxima de 2%.
Azeite de oliva refinado, produzido pela refinação do azeite virgem, que apresenta alta acidez e incidência de defeitos a serem eliminados na refinação. Pode ser misturado com o azeite virgem.
Azeite de oliva comum é obtido da mistura do
azeite lampante, inadequado ao consumo, reciclado por meio de processos físico-químicos e sua mistura com azeite virgem e extravirgem. O azeite de oliva comum não possui regulamentação.
Uso culinário do azeite por acidez |
Tipo | Acidez | Utilização |
Extra Virgem | < 0,8% | Saladas e molhos |
Virgem fino | 1,5% | Saladas e molhos |
Semifino | 3,0% | Saladas e frituras |
Refinado | >3,0% | Frituras de imersão |
Puro | >2,0% | Frituras, assados e marinados |
A cor do azeite algumas vezes pode indicar nuances em seu sabor. Normalmente os azeites mais
verdes tem aromas e sabores mais
frutados.
Técnica de Degustação
Quando degustado, normalmente são utilizados
frascos pequenos e de tamanho específico, de cor azul cobalto que evitam que o profissional seja influenciado pela cor do líquido. Antes de degustado o copinho é aquecido por alguns segundos na palma da mão, de modo a provocar a libertação do aroma do sumo. O degustador em seguida absorve um pouco do líquido da mesma forma que faz uma degustador de vinho, puxando-o através do ar e espalhando-o com a língua por toda a boca para que se possa sentir o sabor.
O aroma do azeite não deve indicar a presença de defeitos como
ranço ou
mofo. O seu gosto deve ser frutado e pode conter outros aromas como o de ervas, plantas ou pasta de azeitona, pode ainda conter alguns traços importantes, tais como gosto amargo ou levemente picante, indicando a presença de
polifenóis. Elementos como sabor metálico, avinagrados ou acidez perceptível são fatores negativos ao paladar e indicam um azeite de baixa
qualidade.
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